Com Heitor no lugar de Rafael, Câmara deve cassar Dalberto

Convocação de suplente para sessão especial de julgamento aumenta ainda mais a expectativa sobre a votação e é vista com reservas.

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Único vereador declaradamente esquerdista da Câmara de Rio Claro, Dalberto Christofoletti (PSD) deve ter seu mandato cassado nesta segunda-feira (08). No plenário, o suplente Heitor Alves substituirá Rafael Andreeta, líder do Republicanos e autor da denúncia que culminou com o pedido de cassação pela Comissão Processante que encerrou os trabalhos na sexta-feira (05).

Com o mandato suspenso desde maio por decisão judicial e acusado por quebra de decoro, Dalberto terá duas horas para se defender na sessão de julgamento com início a partir as 17h30, para votação do relatório final da CP.

Além de apresentar sua versão sobre os fatos e rebater as acusações que lhe são atribuídas, ele promete revidar e investir contra Rafael que na sexta-feira (05) se livrou de um pedido de cassação por suposto Caixa 2 nas eleições de 2024 – clique AQUI.

Sem revelar de quem se trata, Dalberto também promete fazer revelações comprometedoras sobre um vereador do PSD, que estaria “articulando” para sua cassação.

Vale lembrar que a CP foi formada por dois vereadores do PSD, Diego Gonzalez (presidente) e Elias Custódio (membro), e um do PP, Claudino Galego (relator).

Convocado para votar

Heitor Alves, que é assessor especial junto ao gabinete do prefeito Gustavo Perissinotto (PSD), foi convocado na última quarta-feira (03) pelo presidente da Câmara José Pereira (PSD) para substituir Rafael que, por ser autor da denúncia contra Dalberto na Casa, estaria legalmente impedido de votar.

A necessidade da substituição – que já havia sido antecipada pelo RC 8:32 – é vista com reservas e questionada nos bastidores políticos. Enquanto alguns concordam, outros entendem que a restrição legal imposta a Rafael se aplicaria apenas à votação do recebimento da denúncia pela Câmara e não na votação pelo plenário do relatório final da CP.

Há ainda quem veja nessa iniciativa, a abertura de uma brecha que pode levar o resultado da votação do relatório final da CP a ser questionado na Justiça.

Entendendo o caso

Dalberto foi preso em 23 de maio acusado pelo Ministério Público de liderar um esquema de desvio de recursos públicos durante o período em que foi secretário municipal de Cultura (2021 a 2024) – clique AQUI.

A prisão dele ocorreu durante a segunda fase da Operação Apropriação Cultural, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de São Paulo (MPSP). A primeira fase aconteceu no início de fevereiro – clique AQUI.

Para justificar a abertura da Comissão Processante, Rafael Andreeta denunciou que Dalberto – já na condição de vereador e mesmo após a primeira fase da operação do Gaeco – mantinha ingerência na Secretaria de Cultura. “Ele continuava, mesmo sendo vereador, frequentando a Secretaria de Cultura, tirando sarro da Prefeitura, do Ministério Público e da Câmara” – clique AQUI.

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