Após demonstrar resiliência e força política para superar vários obstáculos desde que assumiu a presidência do PL de Rio Claro, a vereadora Néia Garcia inicia 2026 cotada como potencial candidata a deputada estadual, o que reacende o debate sobre a necessidade de o município voltar a ter representatividade na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).
Entre outros fatores que conspiram a favor de uma provável candidatura, está a postura adotada pelo próprio Diretório Estadual do PL ao cobrar maior empenho dos parlamentares da legenda na indicação de candidatas para as disputas eleitorais, com o objetivo de ampliar a participação das mulheres nos pleitos eleitorais e de facilitar o acesso feminino aos cargos eletivos – clique AQUI.
Em âmbito nacional, desde a chegada da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao comando do PL Mulher, em março de 2023, o partido se tornou a segunda legenda entre as maiores siglas do Congresso que mais gasta com sua ala feminina —atrás apenas do Republicanos – clique AQUI.
“Do Norte ao sul do nosso país, existem mulheres incríveis que encontraram no amor ou na fé o propósito de ajudar, servir, educar, ensinar e fazer acontecer”, destaca Michelle.
Empoderada, com trânsito e acesso facilitado com as maiores lideranças estaduais e nacionais do PL, Néia Garcia surge como alternativa para ocupar o espaço aberto pelos quatro principais candidatos rio-clarenses, que na eleição de 2022 somaram mais de 40 mil votos, mas que neste ano estarão fora do páreo.
O ex-deputado Aldo Demarchi aposentou-se após sete mandatos. O ex-prefeito Juninho da Padaria e a ex-vereadora Carol Gomes estão inelegíveis. Por sua vez, a vice-prefeita Maria do Carmo não dividirá espaço com a primeira-dama, Bruna Perissinotto que, apadrinhada pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, deve confirmar sua candidatura.

A esse contexto soma-se o fato de que as mulheres representam 53% do eleitorado rio-clarense estimado em quase 152 mil eleitores, sendo predominantes em todas as faixas etárias. Assim, uma candidatura feminina conservadora é vista com potencial considerável de votos, desde que seja bem estruturada, apresente propostas definidas e bandeiras alinhadas ao sentimento predominante do eleitorado.
Trajetória em ascensão
Néia Garcia se tornou ativista política em 2014, quando participou de atos pelo Impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT), em Brasília. “De lá pra cá não parei mais, sempre com posicionamento definido conservador e de direita, sem ser extremista, porém fiel às minhas convicções”, comenta.
Sua ascensão dentro do PL teve início há quase dois anos, na noite de 14 de fevereiro de 2024, a partir de uma chamada de vídeo recebida do ex-presidente Jair Bolsonaro, que lhe deu respaldo para adotar as medidas necessárias ao fortalecimento do partido, que até então estava à deriva em Rio Claro.
Cerca de 45 dias depois assumiu a presidência da Comissão Executiva Municipal, apesar da pressão e das articulações de grupos políticos tradicionais da cidade, que estimularam dissidências internas e ingerências externas que se estenderam mesmo após o bom resultado obtido nas eleições municipais, quando o partido passou de um para três vereadores na Câmara Municipal.
A atuação política de Néia Garcia passou a ganhar ainda mais visibilidade em 10 de novembro de 2025, quando assumiu o mandato de vereadora na Câmara de Rio Claro, na vaga aberta pela cassação do mandato do vereador Moisés Marques (PL), o mais votado nas eleições de 2024 – clique AQUI.
Agora, uma eventual candidatura a deputada estadual pelo PL, além de consolidar sua ascensão dentro do partido deve fortalecer seu papel de liderança, garantindo protagonismo estratégico na montagem do cenário para a sucessão municipal em 2028.











