Néia Garcia: do “tête-à-tête” com Bolsonaro aos desafios na Câmara

Presidente do partido em Rio Claro e primeira suplente do PL no Legislativo Municipal, ativista conservadora assume vaga de Moisés Marques que teve o mandato cassado.

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Ativista conservadora e entusiasta do movimento evangélico local, Néia Garcia (PL) assume segunda-feira (10) uma cadeira na Câmara de Rio Claro, tendo pela frente desafios que se sucedem desde o “tête-à-tête” com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que a fez ascender à presidência do PL rio-clarense e lhe colocou em posição de relevância estratégica no tabuleiro político-partidário.

Como primeira suplente do partido no Legislativo, Néia Garcia chega à Câmara para ocupar a vaga aberta pela cassação do mandato de Moisés Marques (PL), candidato mais votado nas eleições de 2024 e que agora recorre à Justiça na tentativa de reaver o cargo – até aqui sem sucesso.

Tendo Néia Garcia como presidente, a Comissão Executiva Municipal do PL definiu o episódio como “uma ação política” e emitiu nota oficial dizendo acreditar que a cassação do mandato do vereador envolveu mais do que os alegados excessos cometidos durante suas diuturnas visitas às UPAs.

Em contagem regressiva para assumir o cargo de vereadora, Néia já antecipou à imprensa que seu compromisso “é, acima de tudo, trabalhar intensamente em benefício de toda a população de Rio Claro, focada na ética, na honestidade e nos valores cristãos”.

Sua chegada à Câmara, abre a expectativa quanto a um realinhamento da bancada peelista, que por vezes revela falta de coesão em votações importantes e polêmicas devido, em especial, a posicionamentos divergentes do vereador Sivaldo Faísca, à exemplo do voto pela cassação de Moisés contrariando a orientação do Diretório Estadual.

Paralelamente, como presidente do PL Néia Garcia terá como desafio reagrupar e rearticular as bases do partido em Rio Claro e na microrregião, com o objetivo de consolidar um bom desempenho da sigla nas eleições do próximo ano.

Obstáculos superados

Em fevereiro de 2024, quando da conversa com Jair Bolsonaro através de uma chamada de vídeo, a missão principal delegada à Néia por ele foi a de colocar ordem no PL local, que àquela altura sofria com disputas pelo controle da legenda e corria o risco de não lançar candidato próprio ao Executivo nas eleições municipais.

A ascensão à presidência do partido em março, teve como efeito prático e imediato a oficialização do então vice-prefeito Rogério Guedes como candidato à prefeitura e a montagem de uma chapa de candidatos ao Legislativo que, apesar do pouco de tempo de organização, elegeu três vereadores: Moisés Marques, Sivaldo Faísca e Val Demarchi.

Mesmo assim, novos desafios internos surgiram provocados por outras alas que ambicionavam o controle do partido. Em março deste ano, Moisés Marques chegou a assumir a presidência do PL, recuperada rapidamente por Néia Garcia.

Mais recentemente, a partir de junho um grupo apelidado de “PL Denorex” liderado por Amanda Servidoni passou a insuflar uma série de ataques na tentativa de tomar de assalto o comando do partido, mas acabou desmantelado após graves denúncias reveladas pelo Portal Metrópoles que ganharam repercussão nacional e culminaram com a expulsão de Amanda.

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