Único a votar contra a criação de emendas impositivas ao orçamento municipal, Paulo Guedes (PP) declara guerra aos demais vereadores da Câmara de Rio Claro e, através de vídeo postado em suas redes sociais, conclama os eleitores a pressionar os seus colegas de legislatura para que mudem o voto por considerar que se trata de uma iniciativa “imoral e ilegal”.
Aprovado em primeira discussão no último dia 22, o projeto de Emenda à Lei Orgânica do Município, de autoria da vereadora Tiemi Nevoeiro (Republicanos), reserva 1,55% do orçamento do município a ser igualmente dividido entre os 19 vereadores para ser investido a partir da apresentação de emendas individuais de execução obrigatória pelo prefeito – clique AQUI.
Paulo Guedes diz que se for aprovada em segunda e definitiva discussão, a proposta fará com que cada vereador passe “a receber R$ 782 mil por ano, o que pode representar R$ 14,8 milhões por ano a menos no orçamento de Rio Claro”.
“Eu peço a você que converse com os seus amigos, família, líderes religiosos, com as pessoas em seu ambiente de trabalho que votaram nesses vereadores, para que que passem a pressioná-los para que eles revejam essa posição e, assim como eu, também votem contra” – conclama em vídeo – clique AQUI.
Isolado
Apresentado por Tiemi, após entendimento com o vereador Fernando do Nordeste (PSD) que havia defendido proposta semelhante, o projeto foi subscrito pelos demais vereadores da Casa, inclusive Paulo Guedes que, entretanto, mudou de opinião no plenário ficando isolado ao se posicionar contra.
A proposta de criação das emendas impositivas teve o condão de unir a base governista e a oposição na Câmara. Rodrigo Guedes (União Brasil), Val Demarchi e Moisés Marques, ambos do PL, se manifestaram a favor.
Serginho Carnevale (PSD), líder do governo Gustavo, salientou que “é para que o dinheiro chegue a esses locais que serão futuramente apontados por cada um de nós”, reforçando a fala do líder da bancada do PSD, Elias Custódio que, ao contrário do que Paulo Guedes insinuou, afirmou que os vereadores não vão pegar o dinheiro na mão: “vamos fazer um direcionamento, é democrático”.
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