Último ato da ópera-bufa de Dalberto Christofoletti

Condenado pela bancada do próprio partido e rejeitado pela esquerda com a qual sempre se identificou, ex-vereador não se conforma e prefere viver horror sem fim a ter um final horroroso.

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Ao que parece ainda sem um ponto final, o último capítulo da autêntica ópera-bufa dirigida e estrelada por Dalberto Christofoletti (PSD) continua sendo escrito por ele próprio, que se recusa a deixar a cena política mesmo após a Câmara de Rio Claro ter cassado seu mandato de vereador por unanimidade dos vereadores com direito a voto na sessão de julgamento realizada segunda-feira (08) – clique AQUI.

Inconformado, o agora ex-vereador começou a roteirizar um novo ato ao anunciar que recorrerá à Justiça para anular a sessão em que, mesmo ausente por suposto e repentino problema de saúde, foi defenestrado do Legislativo. Alega, com isso, ter tido seu direito de defesa negado – clique AQUI.

Vale lembrar que no final de semana que antecedeu sua defenestração do Legislativo, Dalberto gravou um vídeo e foi às redes com um calhamaço de papel nas mãos para dizer que estava se preparando para fazer pessoalmente sua defesa, durante as duas horas a que teria direito na sessão.

Esbravejou. Disse ser alvo de fake news e perseguição política. Prometeu incendiar o plenário pois, além de rebater as acusações, afirmou que iria investir contra o vereador Rafael Andreeta (Republicanos), autor da denúncia que o tornou alvo de uma Comissão Processante e culminou com sua cassação. Antecipou ainda que faria revelações comprometedoras sobre um vereador de seu próprio partido, o PSD, que teria “articulado” para a perda de seu mandato.

Contudo, momentos antes da sessão, surpreendeu ao expedir uma nota informando que necessitou de atendimento médico de urgência na cidade de Limeira, após sofrer mal súbito. A nota dizia que o quadro relatado apontava para suspeita de AVC – Acidente Vascular Cerebral.

Aparentemente recuperado, logo após o encerramento da sessão em que foi cassado Dalberto antecipou em nova nota que recorrerá a Justiça para reaver seu mandato e que permaneceria “afastado” por motivos médicos até sexta-feira (12), quando pretende protocolar um pedido para cassação de seu suplente Eric Tatu (PSD), agora oficializado como o mais novo integrante da atual Legislatura.

Mais uma vez, Dalberto deve dar com os burros n’água. Nos bastidores da Câmara é tido como certo que a eventual denúncia contra Eric Tatu deve ser arquivada pela Mesa Diretora, à exemplo do que aconteceu em relação ao pedido de cassação apresentado contra Rafael Andreeta por suposto Caixa 2 – clique AQUI.

Único vereador assumidamente de esquerda eleito para a Câmara de Rio Claro após um vácuo de 12 anos, Dalberto não encontra respaldo nem mesmo com os esquerdistas mais notórios da cidade. O geólogo Vinícius Rodrigues, um dos principais líderes do PSOL de Rio Claro, disparou de forma impiedosa: “Dalberto não teve juízo. Usou e abusou do poder, expôs o seu verdadeiro caráter e jogou por terra a sua vergonhosa passagem pela política” – clique AQUI.

Com o último capítulo ainda sendo escrito por inconformismo do próprio autor e protagonista, a ópera-bufa de Dalberto já tem lugar de destaque garantido como mais uma página tragicômica da história política rio-clarense.

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