O ex-prefeito de Cordeirópolis, José Adinan Ortolan (MDB), tem seu DNA petista exposto em condenação sofrida por fraude em licitação e associação criminosa. Cabe recurso, mas passa a ter o futuro político sob ameaça caso não consiga reverter a sentença proferida pela juíza da 1ª Vara Criminal de Araras, Renata Heloísa da Silva Salles.
Pala sentença, disponibilizada terça-feira (19), o ex-prefeito e presidente da Associação de Municípios de Médio e Pequeno Porte do Estado de São Paulo (AMPPESP), foi condenado a três anos de reclusão e ao pagamento-multa.
Mas como é réu primário, Adinan teve substituída “a pena privativa de liberdade por duas penas restritivas de direitos, que incluem prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas e pagamento de cinco salários mínimos, em favor de entidade pública ou privada com destinação social – clique AQUI.
Para entender o caso
Adinan Ortolan foi denunciado à Justiça em janeiro de 2020 pelo Ministério Público, que o acusou de constituir “associação criminosa” e atuar junto a outros sete denunciados para implementar um esquema de fraudes em licitações que, entre os anos de 2013 e 2015, envolveram pelo menos quatro cidades: Mauá, São Sebastião da Grama, Leme e Araras.
À época, Adinan foi apontado pelo MP como dono de uma empresa para ”treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial, serviços de organização de feiras, congressos, exposições e festas, outras atividades de prestação de serviços de informação não especificadas anteriormente”.
Com o apoio de servidores públicos, o esquema contava com a participação de representantes de empresas que transformavam as licitações em um jogo de cartas marcadas ao oferecer propostas com preços combinados, com o objetivo de que a empresa de Adinan fosse a vencedora.
Segundo o MP, para que as fraudes se concretizassem, os denunciados participaram ora em trio, ora em dupla, em licitações tipo carta convite cujas prefeituras eram do mesmo partido político – Partido dos Trabalhadores – ao qual Adinan Ortolan era afiliado à época de cada uma das condutas, além de o auxiliarem na execução dos contratos – clique AQUI.
Adinan foi prefeito de Cordeirópolis por oito anos (1917-2024) pelo MDB. Porém, antes de se abrigar no MDB já havia disputado sem sucesso duas eleições pelo PT, em 2010 como candidato a deputado estadual e 2012, quando tentou se eleger prefeito pela primeira vez e acabou rechaçado pelas urnas.
Outra suspeita
O ex-prefeito e presidente da AMPPESP também é alvo de um Inquérito Civil instaurado pelo Ministério Público em abril de 2019 e que também apura dano ao erário decorrente de possível fraude em processo licitatório.
Nesse caso, além de Adinan também é citado o empresário André Gonçalves Mariano, proprietário da empresa Life Educacional e que foi preso durante a “Operação Coffee Break”, deflagrada em outubro de 2025, pela Polícia Federal, dentro das investigações de um esquema de superfaturamento de contratos e pagamento de propina que bate às portas do Palácio do Planalto, pelo envolvimento da ex-mulher de um dos filhos do presidente Lula – clique AQUI.











