Câmara: atuação de criminalista ganha destaque na CP de Moisés

O advogado Marcelo Diniz, que atua na defesa do vereador, transportou para o plenário da Câmara de Rio Claro toda a sua vasta e bem sucedida experiência no Tribunal do Júri.

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A performance do advogado criminalista Marcelo Diniz ganhou destaque no primeiro dia de oitivas da Comissão Processante da Câmara de Rio Claro que tem como alvo o vereador Moisés Marques (PL), que corre risco de ter seu mandato cassado por possível quebra de decoro em virtude das fiscalizações que realiza nas UPAs do município.

Diniz, que atua na defesa do vereador, transportou para o plenário da Câmara toda a sua vasta e bem sucedida experiência no Tribunal do Júri para imprimir uma dinâmica de inquirição às testemunhas de acusação ouvidas na última sexta-feira (12), que surpreendeu os integrantes da CP e o advogado Felipe Falcão, constituído pela denunciante Luiza Ceriani, responsável pelo pedido de cassação e que ainda deverá ser ouvida.

Durante a audiência, Marcelo Diniz mostrou-se atento a todos os detalhes e evidenciou um estudo profundo e pormenorizado da peça acusatória. Com isso, conseguiu colocar em prática um planejamento estratégico e fundamentado para uma defesa técnica, buscando demonstrar eventuais incongruências da acusação.

Sendo ao mesmo tempo didático e minucioso, Diniz lançou mão de um menu variado de perguntas com as quais procurou tipificar com clareza as testemunhas de acusação, fazendo a diferenciação entre elas para explicitar aquelas que presenciaram os fatos narrados na denúncia, das que tem alguma informação por ter ouvido falar ou foram citadas como tendo algum conhecimento.

Nas oitivas estiveram presentes os médicos Rafael Pavezzi Garcia, Ricardo Badra e Marcelo Eduardo Ferrarini. Além deles, Bruna de Oliveira, chefe de seção de gestão da UPA do Cervezão. Gabriel Bagnoli Bonfim, Felipe Sberci Frozzoni e Jean Felipe Cortizas Boldori, apesar de convocados, não apareceram – clique AQUI.

Entenda o caso

Presidida pelo líder do MDB Hernani Leonhardt e composta pelos vereadores Adriano La Torre (PP) e Rafael Andreeta (Republicanos), a CP foi instalada em 18 de agosto e investiga Moisés Marques por suposto abuso de poder ao fiscalizar as unidades de saúde a partir de denúncia apresentada pela professora Luiza Ceriani, que relatou a “invasão” do vereador em ala feminina onde sua mãe estava internada em fevereiro deste ano, o que teria agravado o quadro clínico da idosa – clique AQUI.

O descontentamento de alguns médicos com a fiscalização exercida por Moisés, levou alguns médicos a acionarem o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) que, em ofício protocolado em 28 de agosto, pede providências à Câmara por entender que o vereador atua de forma sensacionalista e prejudicial, gerando verdadeira crise no serviço de saúde pública – clique AQUI.

Moisés Marques, por sua vez, afirma que sempre atuou em consonância com as prerrogativas legais de sua função, respeitando os limites da lei e o interesse público. Ele afirma ser vítima de perseguição política – clique AQUI.

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