Após ser cassado, Moisés diz que irá à Justiça e voltará mais forte

Ele reafirma ser vítima de perseguição política e que jamais agiu com abuso de poder ou com desrespeito ao decoro parlamentar ao fiscalizar as UPAs de Rio Claro.

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“Voltaremos ainda mais fortes”. A afirmação é de Moisés Marques (PL) ao anunciar que recorrerá à Justiça para reaver seu mandato de vereador, que foi cassado nesta quarta-feira (29) por 15 votos contra 3 pela Câmara de Rio Claro, em sessão de julgamento que se estendeu por cerca de 4 horas e meia e foi acompanhada por grande número de pessoas na plateia – clique AQUI.

Desde a instalação da Comissão Processante em 18 de agosto, cuja votação do relatório final culminou com sua cassação, Moisés Marques tem afirmado ser vítima de perseguição política e que jamais agiu com abuso de poder ou com desrespeito ao decoro parlamentar, ao fiscalizar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do município a pedido de seus usuários.

A defesa de Moisés é conduzida pelo experiente advogado criminalista Marcelo Diniz, que nas oitivas realizadas pela CP ganhou destaque por sua atuação ao inquirir as testemunhas de acusação. Agora, com a decisão final da Câmara – que é eminentemente política -, ingressará na Justiça para questionar todo o processo político-administrativo.

PL se manifesta

Em nota enviada à imprensa no início da tarde de hoje (30), a Comissão Executiva do PL de Rio Claro disse acreditar que a cassação do mandato do vereador envolveu mais do que os alegados excessos cometidos durante suas diuturnas visitas às UPAs. “Tratou-se, na verdade, de uma ação política para tentar impedir a exposição de falhas e carências que ele apontava frequentemente nos serviços de saúde”.

A nota reafirma o posicionamento manifestado logo após o acolhimento da denúncia contra Moisés, pela Câmara Municipal de Rio Claro, por suposta quebra de decoro parlamentar – clique AQUI.

Dos 19 vereadores da Câmara os que se posicionaram contra a cassação foram Val Demarchi (PL), Rodrigo Guedes (União Brasil) e Tiemi Nevoeiro (Republicanos), a única a fazer uso da palavra e ocupar a tribuna em defesa de Moisés.

Todos os demais votaram pela perda do mandato: Adriano La Torre (PP), Ananias do Espetinho (MDB), Claudino Galego (PP), Eric Tatu (PSD), Diego Gonzales (PSD), Elias Custódio (PSD), Emílio Cerri (Podemos), Fernando do Nordeste (PSD), Hernâni Leonhardt (MDB), Júlio Lopes (PP), José Pereira (PSD), Paulo Guedes (PP), Rafael Andreeta (Republicanos), Serginho Carnevale (PSD) e Sivaldo Faísca (PL).

Ao votar pela cassação, Sivaldo Faísca desobedeceu a orientação do Diretório Estadual do PL que decidiu fechar questão em defesa de Moisés Marques.

“O descumprimento das orientações em relação ao fechamento de questão, ficará caracterizado como prática de ato de infidelidade partidária, ficando os infratores sujeitos as medidas disciplinares cabíveis” – afirmou José Tadeu Candelária, presidente estadual do partido – clique AQUI.

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